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Sindicato esclarece ação milionário contra o BB

Data 03/03/2011 às 06:53
Grupo de servidores ganharam direito a indenação em uma ação civil pública por assédio em agência do BB em Concórdia
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A presidente do Sindicato dos Bancários de Concórdia e Região, Sônia Hack, esteve ontem na Câmara de Vereadores. Ela se manifestou sobre o processo envolvendo o Banco do Brasil e uma decisão milionária proferida pela justiça que garante um pagamento de indenização revertido ao Fundo Estadual de Saúde e ou Fundo de Amparo ao Trabalhadores.

De acordo com os autos do processo, servidores do banco com cerca de 30 anos de instituição eram obrigados eram submetidos a humilhações públicas, forçando uma possível demissão. De acordo com Sônia, a posição adotada pela direção da agência local precisa ser revista. Além disso, ela voltou a lamentar o episódio. O gerente da agência do Banco do Brasil deverá ser convocado para prestar esclarecimentos ao Legislativo Municipal.

Entenda o caso

De acordo com relatório dos auditores fiscais que dá sustentação à Ação do MPT, empregados com mais de 30 anos de carreira na instituição foram submetidos à humilhações públicas. " O gerente deslocava empregados plenamente produtivos, com larga experiência profissional e cerca de 30 anos de casa, para o auto-atendimento, onde atuam estagiários para dar suporte aos clientes", afirma o relatório. Isso gerava situações de constrangimento e humilhações perante os clientes, muito deles acostumados ao atendimento altamente qualificado e à experiência dos agora "auxiliares de auto-atendimento".

O gerente da agência modificou senhas de acesso desses empregados para que não pudessem executar as tarefas de antes, além de ter modificado unilateralmente os contratos de trabalho reduzindo salários. A meta  era forçar a aposentadoria precoce desses trabalhadores para contratar concursados por salários mais baixos. Dois dos empregados submetidos a tais condições e que ficaram doentes, acabaram por requerer precocemente a aposentadoria. Um deles chegou a ter seus proventos reduzidos em cerca de R$ 3 mil mensais entre participação nos lucros e vale refeição.

Além disso, os auditores fiscais apuraram ainda o descumprimento de diversas normas de segurança e saúde do trabalhador, como a inexistência das pausas obrigatórias para recuperação de fadiga; a falta de adequação ergonométrica dos locais e mobiliários de trabalho; a inexistência de um programa preventivo de medicina e saúde do trabalhador, bem como o devido reconhecimento de empregados acometidos de doenças ocupacionais perante a Previdência Social. Todas essas irregularidades também são objetos da Ação Civil Pública.
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