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Terreno teria sido superfaturado no Nova Brasília

Data 21/09/2011 às 07:52
Outras irregularidades também foram denunciadas pelo vereador Closmar Zagonel - PMDB
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O vereador Closmar Zagonel (PMDB), apresentou ontem na sessão da Câmara de Vereadores documentos que indicam possíveis irregularidades na escritura de terrenos. Ele pede esclarecimento da administração municipal. Segundo Zagonel foi aprovado o Projeto de Lei 53/2010, no mês de junho, que autorizava a prefeitura fazer o pagamento, à vista, de R$ 45 mil por um terreno na Nova Brasília, para que neste espaço fossem feitas ampliações da Escola Nova Brasília.

O vereador explica que o terreno pertencia ao senhor Cássio João Sgarbozza, onde foi feito o processo de desapropriação para as reformas da escola. "Até aí tudo bem, um dos meus questionamentos é sobre o valor pago, pois este mesmo terreno foi vendido em 2007 por R$1.346,94 e comprado por R$ 45 mil, a supervalorização foi demais. Se isso não bastasse, tenho em mãos mais duas escrituras de terrenos no nome dele, que foram passadas a ele em 22 de fevereiro deste ano."

Os documentos apresentados por Zagonel mostram que o lote nº 11 na quadra A e o lote nº 12 também na quadra A do Loteamento Nova Brasília foram transferidos pela prefeitura para Cássio João Sgarbozza. Em entrevista ao Diário do Oeste, na noite de ontem, Sgarbozza declara que além de não ter recebido os R$ 45 mil não tem conhecimento sobre estas escrituras. "Eu não recebi o dinheiro, o que recebi foi essa casa aqui que moro. A prefeitura pagou os pedreiros e o que sobrava ficava pra mim na poupança, daí quando fui lá recebe o dinheiro não tava mais. A mulher do banco disse que foi uma pessoa lá e pegou, né!, só não disse o nome.

Como ninguém veio mais aqui e não pediu mais eu também não fui, deixei assim". Ao ser questionado sobre as escrituras dos dois terrenos, Sgarbozza, diz: "o meu lote é esse, mais que isso eu não tenho, então fizeram isso prá me enganar". Outra revelação é que não possuem a escritura da casa onde estão morando. "Nós não sabemos de nada, eu não entendo nada e nem ele, não temos estudo. Assinamos sem saber o que estava escrito, eles só falaram que iam troca aquele lote lá com a casa por esta aqui", declara a esposa Pierina Antônia as Rosa.

Depois das declarações de Zagonel, durante a sessão, alguns vereadores se posicionaram sobre o assunto. O vereador Alaor Camillo (PT) afirmou que não sabe o que o vereador quis dizer, " às vezes quer se criar algo de que todos estão querendo fazer falcatruas, acho que o vereador Zagonel não foi feliz em suas colocações, pois quis criar uma questão embaraçosa". Dirceu Biondo (PMDB) e Rogério Pacheco (PSDB) argumentaram que a função do vereador é exatamente esta, de fiscalizar o poder executivo.

"Depois de analisar os documentos se for preciso vamos encaminhar para a Promotoria de Justiça. Temos um documento farto, vamos estudar ele", comenta Pacheco. (Especial/Rafaela Pille/Diário do Oeste)
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