Um mês dos novos governos Federal e Estadual
Os novos governos estadual e federal completaram nesta semana um mês. A exemplo da primeira semana, em que também tecemos impressões, no que pese ter passados 30 dias, ainda não dá para estabelecer uma avaliação do governo federal com o Presidente Jair Bolsonaro e do Estado de Santa Catarina, com o comandante Carlos Moisés da Silva. Porém, as variáveis para tecer uma análise já são mais numerosas e as impressões iniciais passam a ser mais reforçadas ou mudadas.
Após esse primeiro mês, o Governo Federal de Jair Bolsonaro termina janeiro com pontos positivos. Acreditem, esses pontos foram conquistados com a tragédia de Brumadinho. A União foi ágil no suporte para a resposta das forças de resgate de Minas Gerais. O núcleo militar do governo federal entrou em ação, foi ágil e ajudou na articulação da União sobre esse assunto, que envolveu diretamente os ministérios do Meio Ambiente e de Minas e Energia. Em poucas horas, o presidente Jair Bolsonaro estava sobrevoando a região atingida e as primeiras medidas para amenizar o impacto da tragédia e evitar novos desastres já estavam sendo tomadas.
Claro que o episódio de Mariana, três anos antes, serviu para deixar as forças de seguranças de Minas mais escoladas em situações dessa natureza. Mas a resposta rápida do Governo Federal, dentro daquilo que lhe compete, tem méritos próprios.
Se o Governo Bolsonaro começou o ano com suas principais peças com problemas de linguagem nas questões políticas - ou seja, o Presidente falava uma coisa e alguns ministros diziam outra - esse mesmo governo termina o mês com pontos positivos, em vista da ação prática no momento de crise, como o ocorrido em Brumadinho.
Por outro lado, o Governo Moisés, em Santa Catarina, termina o mês com um ponto negativo e esse se refere a decisão de fechar algumas das Gerências Regionais de Saúde. Ao tomar essa decisão de governo, Moisés assumiu um desgaste completamente desnecessário perante a opinião pública. Ainda mais que os critérios técnicos para essa decisão não estão bem claros e a economia de recursos também não está expressa em números. Podem acreditar, esse assunto vai gerar debate na Assembleia Legislativa, cujos trabalhos também começam hoje.
No que pese terminar o mês com esse desgaste, o governo Moisés começou de forma positiva. Afinal de contas o novo governador iniciou os trabalhos tendo uma noção da situação financeira do Estado, escolha de nomes para alguns cargos estratégicos e com critérios técnicos, além de já estar priorizando a economia da máquina pública, embora tenha usado um pouco demais a tesoura administrativa.
É só o primeiro mês de uma jornada de quatro anos. Aqui e lá! Há quem diga que ainda é cedo para avaliar e eu entendo isso. É tudo cedo demais para formar juízo de valor. Porém, as análises das primeiras ações governamentais são naturais nesse momento. A observação é válida e tem que ser constante, do primeiro ao último dia.
Em tempo, começam hoje os trabalhos no Congresso Nacional. Os novos governos já estão em andamento, mas o ano político começa oficialmente hoje.