Utilização compartilhada poderá ser alternativa para Tancredo Neves
Ouvir quais são as maiores dificuldades a serem enfrentadas por empresários e moradores com a obra de revitalização da rua Tancredo Neves e levantar possíveis alternativas para que os problemas sejam resolvidos ou pelo menos amenizados. Este foi o objetivo do prefeito Rogério Pacheco, do vice Edilson Massocco e representantes da equipe de governo, ao receber integrantes da comissão que busca explicações e possíveis alterações no projeto, que está em fase de conclusão da execução. O encontro ocorreu no fim da tarde de sexta-feira, 20, na sala de reuniões do gabinete do prefeito. A Administração Municipal foi muito clara em destacar que neste momento não tem muito o que fazer, já que ainda não recebeu a obra, o que deve ocorrer somente no fim de fevereiro. A utilização de forma compartilhada do espaço da ciclovia, com o estacionamento, pode ser uma alternativa para amenizar os problemas.
Pacheco enfatizou que se pudesse agir de imediato para que os moradores e empresários não sentissem tanto o impacto das mudanças – como ausência de estacionamento dos dois lados da via e proibições de conversões à esquerda – faria algo neste momento, mas como é preciso aguardar a entrega da obra, apenas poderá fazer alguns encaminhamentos, que serão efetivados com o recebimento da obra. Foi cogitado a elaboração de um Projeto de Lei, a ser encaminhado à Câmara de Vereadores, com possíveis alterações na obra, que neste momento precisa seguir o projeto original. A utilização compartilhada da ciclo faixa e estacionamento seria limitada por horários, possibilitando o uso por parte dos ciclistas posterior ao horário do comércio, e pela população e empresários, que necessitam das vagas durante o dia.
O presidente da Câmara de Vereadores, Artêmio Ortigara, que também participou da reunião, colocou o Legislativo à disposição para posterior análise e debates em torno do assunto, levantando as possíveis mudanças no trecho. “Temos que buscar um equilíbrio. Precisamos levar em consideração a mobilidade urbana, mas também olhando pelas pessoas que fazem investimentos e geram empregos no município. Entendo que alguém terá que ceder, mas todos precisam sair vencedores”, enfatizou Ortigara. O vice-prefeito Edilson Massocco falou que ainda quando vereador solicitou uma audiência pública para que as obras da Tancredo Neves, bem como da Senador Attílio Fontana fossem melhor discutidas pela comunidade, mas o encontro foi cancelado poucas horas antes pela antiga Administração Municipal. “Talvez aquele fosse o momento para os esclarecimentos à população, mas não foi possível. Agora me coloco no lugar de vocês, que estão vendo seus negócios inviabilizados. Podem ter certeza que trabalharemos de forma incansável para buscar uma solução”, adiantou.
Ouvir a todos
O prefeito Rogério Pacheco enfatizou que houve um erro e que a Administração Municipal não irá fugir de suas responsabilidades, fazendo o possível para atender à necessidade dos moradores daquela região, que também é uma necessidade de toda população que passa pelo local. Como reuniu os moradores para ouvir suas reivindicações, o prefeito adiantou que também irá ouvir os representantes dos ciclistas, que são parte interessada no processo. A reunião deve ocorrer na próxima semana. A equipe técnica da prefeitura, que acompanha a execução da obra, informou que o projeto está baseado na Lei de Mobilidade Urbana, aprovada em 2012, e que dá prioridade aos pedestres, ciclistas, transporte urbano, veículos e veículos de cargas, exatamente nesta ordem. Porém o diretor Técnico da Secretaria de Urbanismo e Obras, Jaime Savoldi, afirmou que nenhum projeto é absoluto. “Estamos nos propondo a estudar e rever algumas situações”.
Principais reivindicações
O grupo de moradores que participou da reunião entregou um documento, que apresenta as principais reivindicações. A maior preocupação está na proibição de conversões à esquerda, o que dificulta a saída do condomínio Jardim da Hortênsias e entrada no bairro Imigrantes e Cinquentenário, por exemplo. Outro questionamento muito forte é quanto a ausência de estacionamento nos dois lados da via em todo o trecho revitalizado, que terá uma ciclo faixa. Também consta a poluição de placas instaladas no local e quanto aos pontos de ônibus, que não deixarão de existir, porém o coletivo terá que parar sobre a pista de rolagem.
(Fonte: Edila Souza/Ascom/Prefeitura de Concórdia)