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Novos terremotos atingem a Venezuela e país poderá ter mais de 50 mil mortos

Data 27/06/2026 às 13:30
Número oficial de mortes se aproxima de mil, mas autoridades registram mais de 50 mil desaparecidos.
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Ronald Peña R./EFE
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O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) registrou nesta sexta-feira (26) a ocorrência de dois novos terremotos na Venezuela, de magnitudes 4,4 e 4,7, dois dias após os fortes tremores que deixaram quase mil mortos e mobilizaram equipes internacionais de busca por sobreviventes no país.

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De acordo com o USGS, o primeiro tremor ocorreu durante a madrugada desta sexta, a 17 quilômetros a oeste da cidade de Morón (província de Carabobo), no norte da Venezuela. Segundo o USGS, o terremoto teve magnitude 4,4 e profundidade de 10 quilômetros.

O segundo abalo foi registrado às 19h16, no horário de Brasília, a 54 quilômetros ao norte da cidade de El Limón (na província de Aragua). De acordo com o USGS, o tremor teve magnitude 4,7 e também ocorreu a 10 quilômetros de profundidade.

A agência Reuters informou que os novos terremotos foram sentidos nesta sexta-feira à tarde nas cidades de Caracas e Maracay.

Os novos abalos ocorreram em meio à operação de resgate iniciada depois dos dois terremotos de quarta-feira (24), de magnitudes 7,2 e 7,5, que atingiram áreas do norte venezuelano e causaram uma devastação no país. O segundo tremor foi o mais forte registrado no país em mais de um século.

Segundo o regime venezuelano, os terremotos de quarta-feira deixaram ao menos 920 mortos e 3.360 feridos. As autoridades também afirmaram que 172 pessoas ainda estavam presas sob escombros e que mais de 50 mil foram registradas como desaparecidas.

A busca por sobreviventes mobiliza neste momento equipes de resgate de diversos países. De acordo com o Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários das Nações Unidas (OCHA), Estados Unidos, México, El Salvador, Espanha, França, Alemanha, Suíça, Chile, Colômbia, Equador e outros países, como o Brasil, enviaram ou anunciaram equipes especializadas, cães farejadores, drones, médicos e equipamentos para atuar nas áreas atingidas.

Os novos tremores aumentam a tensão entre moradores e equipes de resgate, porque podem agravar danos em edifícios já comprometidos pelos terremotos principais. Engenheiros e universidades venezuelanas começaram a avaliar nesta sexta construções que não desabaram, mas apresentam rachaduras, danos em paredes, colunas ou vigas.

O USGS já havia alertado anteriormente que terremotos menores são comuns após grandes abalos e podem ocorrer por dias ou semanas, conforme a região afetada se ajusta depois da ruptura principal. Mesmo quando têm magnitude menor, esses tremores podem representar risco em áreas com estruturas danificadas, como as do norte da Venezuela. Segundo o regime venezuelano, mais de 3 mil pessoas ficaram sem casa após os terremotos de quarta.


Fonte: Gazeta do Povo

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