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Comércio de Concórdia fecha acordo salarial com reajuste de 6,2%

Data 27/11/2025 às 08:05
Negociação entre sindicatos patronal e laboral foi concluída nesta quarta-feira.
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A negociação salarial do comércio varejista de Concórdia chegou ao fim nesta quarta-feira, dia 26, após nova rodada de diálogo entre o Sindilojas e o Sindicato dos Trabalhadores no Comércio. Depois de semanas de tratativas, as entidades chegaram a um consenso sobre o reajuste anual da categoria e a definição do salário normativo.

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Conforme o acordo firmado, o salário-base dos trabalhadores do setor passa a ser de R$ 2.070,00 a partir de novembro de 2025. Já os demais salários terão reajuste de 6,2%, índice que contempla 1,53% de aumento real somado à reposição da inflação do período.

O entendimento entre as partes foi alcançado após impasses registrados nas rodadas anteriores, quando ainda não havia avanço em relação aos valores. O Sindicato dos Trabalhadores defendia um reajuste acima da inflação, enquanto o setor patronal apresentava uma proposta mais modesta.

Outro tema foi o quebra de caixa, mantido sem valor fixado, contrariando a proposta patronal. Ele continuará sendo calculado em 30% sobre o salário mínimo e terá reajuste automático em janeiro, acompanhando a atualização do piso nacional.

Nos feriados trabalhados, os empregados do comércio receberão R$ 53,00 adicionais, além do pagamento de 100% sobre as horas trabalhadas. Já no chamado “dia D”, quando o comércio funciona em horário estendido, o valor do almoço em 2025 será de R$ 37,00, tanto para refeição diurna quanto para jantar. Até dezembro de 2025, o valor permanece em R$ 35,00.

Outras categorias também tiveram avanços

Além do comércio varejista, outras negociações avançaram nesta semana, conforme explicou Janete Pecini. No comércio atacadista, o acordo foi fechado com salário normativo de R$ 2.225,00 e reajuste de 7% para os demais salários, índice superior ao do varejo devido às características do setor.

As cooperativas ligadas à Copérdia, que possuem um dos maiores quadros de trabalhadores da região, também concluíram a negociação. O piso ficou em R$ 2.220,00, com quebra de caixa de 25% (R$ 555,00). Nos feriados, os cooperados receberão R$ 70,00 de adicional, além do pagamento normal de jornada. O reajuste geral foi de 6%, percentual menor que o de outras categorias, justificado pelo vale-alimentação mais robusto oferecido pela empresa.

Já as concessionárias ainda não encerraram o processo, permanecendo em rodada de tratativas até que haja entendimento final.

No setor de farmácias, o salário normativo para a categoria foi definido em R$ 2.320,00, com reajuste de 7% para os demais salários e quebra de caixa de R$ 533,60. Além disso, os trabalhadores associados e contribuintes receberão um abono de R$ 80,00. Esses valores passam a valer a partir de novembro de 2025.

No ano passado, o acordo terminou com uma proposta de aumento de 6%, com aumento real de 1,4%, além do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que é a inflação do período, em 4,6%. Na ocasião, o processo de negociação ocorreu em poucas semanas.

Avaliação positiva e expectativa de avanços internos

Para Janete Pecini, os acordos fechados representam avanços importantes para os trabalhadores. Embora reconheça que a expectativa dos empregados costuma ser maior, a presidente destaca que os resultados foram significativos dentro do cenário econômico atual.

Ela também lembra que os valores definidos são pisos iniciais. Muitas empresas, segundo a sindicalista, possuem planos internos de carreira e costumam aplicar percentuais superiores a trabalhadores com mais tempo de casa ou desempenho diferenciado.

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