Comissão do transporte público de Concórdia inicia debates e analisa estudo técnico com mais de 200 páginas
Foi realizada na última semana a primeira reunião da comissão especial que irá discutir e avaliar mudanças no transporte público de Concórdia. O encontro ocorreu na Câmara de Vereadores e reuniu parlamentares e representantes da administração municipal. O assunto foi detalhado pelo presidente da comissão, vereador Honestino Malacarne (MDB), durante entrevista ao vivo no programa Microfone Aberto, na manhã desta segunda-feira (09).
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Segundo Malacarne, a comissão foi criada por iniciativa do presidente do Legislativo, vereador Closmar Zagonel, e conta com a participação dos vereadores César Filho, Margarete Dalla Costa, Evandro Pegoraro, André Holdfer, Fernanda Dilda e Rutineia Rossi. Conforme o presidente, a proposta é ampliar o debate, já que o tema é sensível e de grande impacto para a população.
Durante a entrevista, o vereador explicou que a comissão da Câmara já teve um primeiro contato com a comissão do Executivo, ocasião em que foi apresentado um estudo técnico detalhado sobre a realidade do transporte coletivo no município. O material, elaborado por empresa especializada, foi entregue aos vereadores e possui mais de 200 páginas.
Malacarne destacou que o estudo aborda a evolução do contrato firmado em 2013, os impactos da pandemia nos custos do sistema, além das mudanças no comportamento dos usuários, especialmente com o avanço dos aplicativos de transporte. No entanto, segundo ele, o documento apresenta quatro cenários possíveis, mas ainda carece de informações mais claras sobre custos finais, subsídios e impactos financeiros de cada alternativa.
Diante disso, a comissão encaminhou um ofício solicitando que a empresa responsável pelo estudo compareça à Câmara ou participe de uma reunião por videoconferência ainda nesta semana, para esclarecer dúvidas. Também foi solicitado o comparecimento de representantes do Executivo para aprofundar o debate.
Um dos pontos centrais defendidos pelo vereador é a manutenção da tarifa reduzida, atualmente fixada em R$ 1,50, valor que, segundo ele, ampliou o uso do transporte coletivo e contribuiu para aquecer a economia local. Malacarne lembrou que, em anos anteriores, a passagem chegou a custar até R$ 8,00, o que afastava usuários do sistema.
Em relação aos prazos, o presidente da comissão afirmou que o objetivo é acelerar as discussões para que o Legislativo possa emitir seu posicionamento o quanto antes, já que o contrato original de 12 anos venceu em abril e foi prorrogado até o fim do ano. A expectativa é que, pela parte da Câmara, o tema esteja encaminhado antes da metade de 2026, permitindo que o Executivo tome as decisões finais.
Na entrevista, Honestino Malacarne também anunciou, em primeira mão, a destinação de emendas parlamentares do deputado federal Rafael Pezenti (MDB) para Concórdia. Serão R$ 200 mil para a APAE e R$ 200 mil para a Polícia Militar, totalizando cerca de R$ 416 mil, recursos que devem auxiliar no fortalecimento das duas entidades.