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Comitiva de Concórdia retorna do PR com boas referências para ações voltadas aos imigrantes

Data 19/08/2026 às 06:35
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Uma comitiva de Concórdia esteve na cidade de Toledo, no Paraná, na semana passada, para conhecer experiências relacionadas ao acolhimento, atendimento, empregabilidade e integração de migrantes. A missão técnica durou cerca de quatro dias e teve como objetivo buscar referências para a construção de uma política pública voltada à população migrante no município.

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A vereadora Rutineia Rossi, autora do projeto de lei que tramita na Câmara de Vereadores e propõe a criação de uma política municipal para migrantes e refugiados, participou da missão. Também integraram o grupo o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Inovação, Leocergio Sarturi, representantes da Associação Comercial e Industrial de Concórdia (Acic), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Fiesc, Instituto MBRF e profissionais da área de Recursos Humanos da MBRF.

Em entrevista à Massa FM nesta segunda-feira (17), Rutineia explicou que a visita a Toledo teve como principal objetivo conhecer, na prática, um modelo que vem sendo desenvolvido há cerca de 12 anos pela Embaixada Solidária, instituição que atua no acolhimento e na integração de imigrantes.

Segundo a vereadora, a experiência também mudou a percepção sobre como o projeto de lei que está em discussão na Câmara pode ser colocado em prática. A preocupação inicial era evitar que a legislação se transformasse apenas em mais uma norma sem efetividade.

Entre as experiências observadas em Toledo está o funcionamento de uma estrutura de acolhimento que auxilia os migrantes desde a chegada, inclusive com questões relacionadas à documentação, acesso ao trabalho e outras necessidades. A comitiva também conheceu um bazar mantido pela iniciativa, onde alguns dos próprios imigrantes trabalham.

Outro ponto destacado pela vereadora foi a participação da sociedade civil e do setor produtivo. Conforme ela, em Toledo o poder público atua principalmente como suporte e fomenta as ações, enquanto entidades e a comunidade participam diretamente da gestão das iniciativas voltadas aos migrantes.

A partir da experiência, a Câmara de Concórdia deve avançar na criação de um comitê com participação de diferentes setores. A proposta é envolver entidades, universidades, empresas e o poder público para ampliar o atendimento e o acompanhamento das pessoas que chegam ao município.

A questão da documentação é uma das preocupações identificadas durante a missão. Segundo Rutineia, muitos migrantes chegam sem os documentos necessários, o que pode dificultar o acesso ao mercado de trabalho e a outros serviços.

Crescimento da população migrante

Durante a entrevista, a vereadora também destacou o crescimento da presença de migrantes em Concórdia e a necessidade de criar mecanismos para acompanhar essas pessoas após a chegada ao município.

Ela citou estimativas que apontam para cerca de cinco mil migrantes na cidade, embora tenha ressaltado a dificuldade de manter um controle atualizado sobre essas pessoas depois que ingressam no mercado de trabalho e eventualmente mudam de emprego ou deixam o município.

Para Rutineia, a chegada de trabalhadores de outras regiões e países também representa uma oportunidade diante da falta de mão de obra enfrentada pelo município, pelo Estado e pelo país. Ao mesmo tempo, ela defende que o acolhimento precisa ir além da oferta de emprego.

A habitação foi apontada como um dos fatores que podem influenciar na permanência dos trabalhadores em Concórdia. O tema também foi identificado como um desafio em Toledo e já aparece entre as questões levantadas pela Embaixada Solidária nos estudos realizados em Concórdia.


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