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Vereador questiona custos em licitações de horas-máquina e pede mais rigor na seleção de empresas

Data 06/03/2026 às 07:00
Parlamentar demonstrou preocupação com valores apresentados por empresas de fora do Estado
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Foto: Daisy Trombetta
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O vereador Marcos Berta (PSDB) utilizou a tribuna da Câmara de Vereadores de Concórdia para manifestar preocupação em relação ao resultado das licitações para contratação de horas-máquina destinadas às comunidades do interior de Concórdia.

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Durante o pronunciamento, o parlamentar destacou que não faz qualquer julgamento antecipado das empresas vencedoras, mas chamou atenção para os números apresentados no processo.

Segundo Berta, a empresa que mais venceu lotes na licitação tem sede em Macapá. Ele relatou ter buscado informações sobre os custos logísticos para trazer máquinas pesadas até Concórdia.

Conforme os dados apresentados pelo vereador, apenas para transportar duas máquinas do Amapá até Santa Catarina, o custo seria de aproximadamente R$ 17 mil de balsa, além do frete. No entanto, segundo ele, a empresa teria vencido a licitação para fornecer 11 ou 12 máquinas.

O vereador também mencionou a possibilidade de locação de equipamentos na própria região. De acordo com levantamento citado por ele, o aluguel de uma escavadeira hidráulica ficaria em torno de R$ 30 mil por mês, considerando uma média de 200 horas de trabalho, o que resultaria em aproximadamente R$ 150 por hora apenas de locação. Somando o consumo de diesel, o custo chegaria a aproximadamente R$ 120 por hora apenas em combustível, totalizando R$ 270 por hora.

Segundo o parlamentar, algumas empresas venceram com valores médios entre R$ 220 e R$ 250 por hora de escavadeira hidráulica, o que, na avaliação dele, levanta dúvidas sobre a viabilidade econômica da prestação do serviço. Além da empresa do Norte do país, Berta citou ainda outra vencedora com sede em Osasco, também com valores considerados baixos.

O vereador relacionou o tema com situações recentes envolvendo obras interrompidas no município. Ele reforçou que entende que o processo licitatório segue critérios legais e que qualquer empresa que cumpra as exigências pode participar. No entanto, alertou que propostas com valores muito abaixo dos custos reais podem gerar problemas futuros.

Como encaminhamento, Marcos Berta sugeriu que o município possa exigir uma planilha ou tabela detalhada de custos no momento da habilitação das empresas, como forma de aprimorar a seleção e evitar eventuais prejuízos.


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