Merísio declara casa em SP e metade do patrimônio que tinha em 2010
Ele terminou o primeiro turno de 2018 como o candidato mais votado de Santa Catarina: 1.121.869 votos, 31,12%, cerca de 50 mil à frente de um bombeiro militar até então pouco conhecido. Três semanas depois, veio a virada: Carlos Moisés, empurrado pela onda que elegeu Jair Bolsonaro naquele ano, fez 71,09% e levou o governo. Oito anos depois daquela derrota, Gelson Merísio está de volta ao jogo, agora do outro lado do tabuleiro político: é o candidato da frente de Lula ao Governo de Santa Catarina.
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Aos 60 anos, o administrador nascido em Xaxim, no Oeste catarinense, concorre pelo PSB com o número 40 e tem como vice Angela Albino, do PDT. A coligação, batizada de Coragem para Mudar, reúne PSB, PDT e as federações PSOL-Rede e Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV. É o palanque do presidente Lula no estado contra Jorginho Mello (PL), que tenta a reeleição, além de Marcelo Brigadeiro (Missão) e Professor Marcus Sodré (PSTU).
Casa em São Paulo
À Justiça Eleitoral, Merísio declarou R$ 652.954 em oito bens. O item mais valioso responde sozinho por dois terços do total: uma casa em São Paulo, comprada em outubro de 2024 e avaliada em R$ 430 mil. É o único imóvel da declaração; nenhuma propriedade em Santa Catarina aparece na lista.
O restante se divide entre R$ 95 mil em participação na empresa Merisio Comércio de Materiais de Construção, R$ 123,9 mil somados entre quotas de capital e conta corrente na cooperativa Sicoob/Credimoc, um CDB de R$ 734 no Banco do Brasil, R$ 1.166 numa conta de pagamento do PicPay, uma linha telefônica avaliada em R$ 2.147 e um plano de previdência VGBL declarado com valor zero.
Entre os quatro candidatos ao governo, só o Professor Marcus Sodré, do PSTU, declarou menos: R$ 117 mil. Jorginho Mello informou R$ 2.818.037, mais de quatro vezes o patrimônio de Merísio, e Marcelo Brigadeiro, R$ 1.831.261. Os valores de todos os concorrentes estão no ranking de patrimônio do especial Eleições 2026.
Metade do pico de 2010
As declarações entregues ao TSE desde 2006 contam a curva. Na estreia, o então candidato do PFL informou R$ 434.192. Em 2010, o valor saltou para R$ 1.237.373, o pico da série. De lá pra cá, só desceu: R$ 660.038 em 2014, R$ 722.845 em 2018 e R$ 652.954 agora, quase R$ 70 mil a menos do que em 2018.
Em números nominais, o patrimônio cresceu 50% em vinte anos, mas equivale a pouco mais da metade do que ele declarava em 2010, e a comparação nem considera a inflação do período, que aumentaria a distância.