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Presidente da Chapecoense se revolta com arbitragem: "Vamos ver se podemos mudar de Federação"

Técnico e dirigente alegam má conduta de árbitro em pênalti
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Árbitro Gustavo Ervino Bauermann assinalando revisão de VAR — Foto: Patrick Rodrigues/NSC
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Após a confusão que culminou no pênalti convertido pelo Avaí contra a Chapecoense, que garantiu o empate na partida e decretou o 19º título catarinense do Leão da Ilha, o presidente alviverde, Alex Passos, fez graves denúncias em entrevista.

Segundo Alex, o árbitro Gustavo Ervino Bauermann, de 29 anos e com escudo CBF, tentou carreira como jogador e chegou a integrar a base da Chapecoense, mas foi vetado na promoção ao elenco profissional.

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— Na quarta-feira, quando foi anunciado esse árbitro, eu mandei uma mensagem para o presidente da Federação Catarinense de Futebol. Como que vai botar um árbitro que tem problemas com a Chapecoense? Ele foi dispensado da Chapecoense por ser ruim. [...] Será que a Federação não teria condições de trazer um árbitro de fora?

Durante entrevista à CBN Floripa, o gerente de futebol da Chapecoense, Rafael Lima, confirmou a versão do presidente sobre o histórico do árbitro com o clube e acrescentou que quem vetou sua carreira de atleta foi o atual técnico da equipe, Gilmar Dal Pozzo.

O presidente também afirmou que, além do jogo de volta em Florianópolis, a ida em Xanxerê, que terminou em 2 a 2, teve erros de arbitragem. Segundo ele, o árbitro Ramon Abatti Abel, que possui escudo FIFA, errou na validação do gol do Avaí e na não marcação de um pênalti a favor da Chape.

— A Chapecoense foi roubada! Durante a situação, nós chamamos o jurídico para perguntar se poderíamos tirar o time de campo. "Ah, não dá porque você corre o risco de perder a vaga da Copa do Brasil". Ok, vamos continuar com essa decisão. A partir de segunda-feira, vamos ver se podemos mudar de Federação. Ou vamos para a Paranaense, ou para a Gaúcha. É mais perto ir para Curitiba ou Porto Alegre do que vir para Florianópolis. E mais: se eu jogar com qualquer time da Federação Gaúcha, eu ganho 10 vezes mais.

Após o apito final, o técnico da Chapecoense foi flagrado pela equipe de reportagem do ge partindo para cima do árbitro Gustavo Ervino Bauermann. Depois, dirigiu-se à torcida do Verdão do Oeste e gritou que o time havia sido roubado. O presidente da Chapecoense, Alex Passos, se negou a receber a medalha de vice-campeão do Campeonato Catarinense.

Um atleta da Chapecoense, expulso na confusão da revisão do VAR, foi filmado agredindo torcedores do Avaí no gramado enquanto o palco da comemoração do título era montado.

Relembre o caso polêmico do pênalti

A decisão do Campeonato Catarinense 2025 entre Avaí e Chapecoense foi marcada por polêmica, expulsões e longa paralisação. Após a Chape abrir o placar com Bruno Matias, um possível pênalti para o Avaí gerou revolta aos 18 minutos do segundo tempo.

O árbitro Gustavo Ervino Bauermann foi chamado pelo VAR para revisar o lance, mas antes de analisar a jogada, expulsou Giovanni Augusto por reclamação. A confusão aumentou, com protestos da Chapecoense e a necessidade de intervenção da Polícia Militar para retirar o jogador de campo. Jorge Jiménez também foi expulso pelo árbitro.

Após nove minutos de paralisação, o pênalti foi confirmado e Eduardo Brock converteu para o Avaí. O jogo teve 17 minutos de acréscimos e terminou empatado em 1 a 1. Como a ida havia sido 2 a 2, o resultado garantiu o título ao Avaí, que chegou ao seu 19º troféu estadual, tornando-se o maior campeão de Santa Catarina.

GE-NSC


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