SC é um dos estados com mais afastamentos por vício em bets
Um levantamento exclusivo do g1 registrou recorde de afastamentos do trabalho por ludopatia, o vício em jogo, no Brasil em 2026. Em Santa Catarina, os casos ultrapassam a marca de 50 afastamentos durante toda a séria histórica, colocando o Estado em sexto lugar no ranking nacional.
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De acordo com o levantamento coletados com dados da Previdência Social, cerca de 377 casos de afastamentos foram registrados até agosto deste ano no Brasil. O número é o maior em todo o período observado e representa um aumento de 20,83% em relação ao valor total do ano passado, com 312 casos.
Além disso, o custo com a concessão de benefícios em junho deste ano foi seis vezes maior do que em 2023. Neste ano, até agosto, os benefícios somavam R$ 1,9 milhão. Até o momento, segundo o levantamento do g1, os afastamentos por ludopatia custaram pelo menos R$ 4,8 milhões à Previdência desde junho de 2023 até agosto desde ano.
SC é o sexto estado com mais casos
De acordo com o g1, Santa Catarina aparece na lista de estados com o maior número de afastamentos por causa do vício em bets entre os anos de 2018 até 2026. São Paulo é o primeiro na lista, com 297 casos.
Confira:
- São Paulo: 297 casos
- Minas Gerais: 110 casos
- Rio Grande do Sul: 76 casos
- Rio de Janeiro: 68 casos
- Paraná: 58 casos
- Santa Catarina: 52 casos
Homens são maioria nos casos de afastamentos
Ao todo, o Brasil já registrou 914 afastamentos entre 2028 e 2026. Segundo o g1, do total, 654 dos afastamentos são de homens, com média de 64 dias afastados. Mulheres somam 260 casos, com 60 dias afastamento.
O levantamento realizado usa dados baseados no benefício por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) concedidos com o código F63.0 da Classificação Internacional de Doenças (CID), usado para o jogo patológico.
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Antes de serem afastadas, as pessoas passam por uma perícia médica no INSS, que define a doença que justifica a licença. Depois, constado a doença, no caso, a ludopatia, o trabalhador recebe um benefício pago se precisar se afastar por mais de 15 dias.
Segundo o g1, o valor depende é proporcional à média salarial de cada colaborador. Para os homens, o valor médio do benefício é de R$ 2.727 e, para as mulheres, o valor chega a R$ 2.143.
Fonte: NSC