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Comissão de Transporte da Câmara define por compra dos ônibus e terceirização da operação do sistema

Data 12/03/2026 às 15:11
Comissão apresentou o relatório final em reunião nesta quinta-feira (12)
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Divulgação
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A Comissão Especial do Transporte Coletivo Urbano da Câmara de Vereadores de Concórdia apresentou, nesta quinta-feira (12), o relatório final das análises realizadas sobre o futuro do sistema de transporte coletivo do município. O documento aponta como alternativa mais viável a aquisição da frota pelo município, com a operação do sistema realizada por empresa especializada.

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A comissão foi formada justamente para acompanhar e analisar o estudo técnico contratado pelo Poder Executivo, que avaliou diferentes modelos de gestão e apontou alternativas para garantir a sustentabilidade do transporte coletivo em Concórdia. O objetivo do grupo foi estudar os dados apresentados, discutir as possibilidades e contribuir com o debate sobre o futuro do sistema.

Integram a comissão os vereadores Honestino Malacarne Junior (presidente), Cézar Luiz Pichetti Filho (vice-presidente), Margarete Poletto Dalla Costa (relatora), Fernanda Roberta Signor Dilda, André Holdefer e Evandro Pegoraro, além do presidente do Legislativo, Closmar Zagonel, que acompanhou os trabalhos do grupo, além da líder do governo na Câmara, Rutineia Rossi.

O estudo analisado pela comissão foi elaborado pela empresa Maciel Consultores S/S, contratada pela Prefeitura para realizar um diagnóstico completo do sistema. O levantamento avaliou aspectos operacionais, financeiros e estruturais, além de apresentar projeções para diferentes modelos de gestão.

Entre os dados apresentados está a estimativa de que apenas entre 5% e 6% da população utiliza regularmente o transporte coletivo, enquanto o município possui índice superior a 102 veículos para cada 100 habitantes. Outro ponto destacado é a chamada tarifa técnica, que representa o custo real do sistema por passageiro e que foi estimada em cerca de R$ 9,11, valor bem superior à tarifa pública atualmente praticada.

Durante os trabalhos, a comissão realizou reuniões com representantes da Prefeitura e da consultoria responsável pelo estudo para esclarecer dúvidas e aprofundar a análise das propostas apresentadas.

O presidente da comissão, Honestino Malacarne Junior, explicou que o grupo se reuniu diversas vezes para avaliar os dados do estudo e construir uma proposta conjunta. Segundo ele, após os debates e esclarecimentos técnicos, os vereadores chegaram a um consenso sobre o modelo considerado mais adequado para o município.

“Realizamos reuniões da Comissão Especial de Transporte Público com representantes da Prefeitura e também com a empresa responsável pelo estudo técnico. Fizemos questionamentos, recebemos os esclarecimentos e voltamos a nos reunir para discutir as alternativas. Ao final, de forma unânime, os vereadores da comissão decidiram encaminhar ao Executivo a proposta de parceria público-privada”, explicou.

De acordo com Malacarne, nesse modelo o município realizaria o investimento na aquisição da frota de ônibus, aproveitando a possibilidade de recursos externos já disponíveis, enquanto a manutenção e a operação do sistema seriam realizadas por uma empresa especializada, selecionada por meio de processo licitatório.

“Existe uma portaria aberta junto ao Governo do Estado que prevê cerca de R$ 21,9 milhões para a aquisição de uma nova frota. Nesse formato, o município investe na compra dos ônibus e a empresa vencedora da licitação ficaria responsável pela manutenção dos veículos, contratação de funcionários e pela logística de todo o sistema”, destacou.

Segundo o vereador, a proposta busca garantir eficiência na prestação do serviço e qualidade no atendimento à população, além de manter a tarifa acessível. “A ideia é garantir um transporte público de qualidade para a população e manter a tarifa em R$ 1,50 ou até menos, assegurando que o sistema continue acessível para todos os concordienses”, afirmou.

O presidente da Câmara, Closmar Zagonel, também destacou que a decisão da comissão é resultado de muito trabalho e análise técnica. Para ele, o posicionamento representa uma escolha responsável e fundamentada. “Foi uma decisão de muita responsabilidade e coragem da Câmara de Vereadores de Concórdia. Depois de muito estudo, reuniões e análise de dados, a comissão entendeu que o melhor caminho é o município adquirir a frota de ônibus e realizar a operação por meio de empresa especializada”, afirmou.

Zagonel ressaltou ainda que o modelo pode gerar economia significativa para o município. “Com a frota pública e a operação terceirizada, o custo estimado de operação pode ficar em torno de R$ 176 mil por mês, o que representa uma economia importante em comparação a outros modelos analisados”, destacou.

PASSAGEM BARATA

Um dos pontos considerado fundamental pelos vereadores é a manutenção da tarifa pública no valor atual de R$ 1,50, definida por lei municipal, garantindo que o transporte coletivo continue acessível à população.


A comissão ressalta ainda que o relatório elaborado pelo Legislativo será encaminhado ao Poder Executivo, que deverá avaliar as alternativas e definir os próximos encaminhamentos para o sistema de transporte coletivo do município.


Assim, o documento produzido pela comissão da Câmara de Vereadores de Concórdia busca contribuir com o processo de decisão que será conduzido pela Prefeitura de Concórdia sobre o futuro do transporte coletivo no município.

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