
Conselho do CADE vota pela aprovação da fusão Marfrig-BRF sem restrições

A maioria dos conselheiros do Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) votou nesta quarta-feira pela aprovação da operação de união da Marfrig (MRFG3) com a BRF (BRFS3), mas uma decisão do órgão não foi proclamada diante de um pedido de vista.
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A formação da MBRF, uma gigante dos setores de carne de frango, suínos e bovinos, foi anunciada em meados de maio deste ano, e a operação prevê a incorporação da totalidade das ações da BRF, dona de marcas como Sadia e Perdigão, pela Marfrig.
O pedido de vista foi feito pelo conselheiro Carlos Jacques Vieira Gomes, o penúltimo a votar nesta quarta-feira. Agora, o caso deverá voltar ao tribunal da autarquia em até 60 dias para julgamento, informou o Cade.
O relator do caso e presidente do Cade, Gustavo Augusto de Lima, foi acompanhado pela maioria dos conselheiros sobre a aprovação sem restrições do negócio que criará uma companhia com receita de R$152 bilhões por ano.
A transação também poderá acirrar a concorrência com a gigante JBS, que conta com atuação global e também vende as três importantes proteínas, assim como alimentos processados.
A discussão do Tribunal do Cade nesta quarta-feira tratou ainda das participações da empresa do governo saudita focada em investimentos agropecuários, Salic, que atualmente é acionista minoritária na BRF, com 11,03%, e na Minerva, rival da Marfrig, com 24,49%.
Os conselheiros entenderam que a eventual futura participação da Salic na MBRF deverá ser analisada posteriormente, uma vez que as companhias ainda não deram mais detalhes sobre o posicionamento do grupo saudita na companhia combinada.


