Jovem da região é vítima de fake news no caso do Cão Orelha
A busca por justiça não pode ser feita através do atropelo da verdade. Nos últimos dias, uma jovem moradora de Joaçaba tornou-se vítima de um dos efeitos mais perversos da era digital: o linchamento virtual baseado em notícias falsas. Por pura irresponsabilidade de blogueiros e perfis em redes sociais, o nome da jovem foi erroneamente associado ao Caso do Cão Orelha, gerando uma onda de ódio e ameaças reais à sua integridade.
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Diferente do jornalismo profissional, que preza pela checagem rigorosa e pelo compromisso com os fatos, a velocidade dos “cliques” em páginas sem ética ignorou o básico: a verificação. Ao divulgarem o perfil de uma pessoa inocente envolvida no caso do Cão Orelha, esses canais não apenas erraram, mas cometeram um ato criminoso que expôs uma cidadã ao medo e ao isolamento.

A identidade da jovem de Joaçaba foi atribuída a menina que aparece nesta foto. Mas elas não são a mesma pessoa, confusão que gerou prejuízos à imagem da joaçabense . Foto: Reprodção / redes sociais
Divulgar nomes e rostos sem provas é uma prática leviana que destrói reputações e coloca vidas em risco. A família da jovem, indignada com a situação, procurou nossa reportagem para restabelecer a verdade e alertar que medidas judiciais severas já estão sendo adotadas contra os propagadores da mentira.
Nota oficial na íntegra
Abaixo, publicamos na íntegra o posicionamento oficial da família, que detalha o sofrimento causado e o esclarecimento sobre os fatos:
NOTA À IMPRENSA E À COMUNIDADE
O escritório Baldissera Conte & Weiss Advogados Associados, como representante de Maria Eduarda Zampieri Savoldi, esclarece que ela NÃO possui qualquer relação com o caso do cão comunitário “Orelha”, ocorrido em Florianópolis/SC.
Por equívoco de identificação e circulação de informações falsas, Maria Eduarda passou a ser indevidamente associada aos fatos investigados, sofrendo perseguição, ataques e ameaças, inclusive de morte.
ESCLARECEMOS QUE:
- Maria Eduarda NÃO é a pessoa envolvida nos fatos investigados;
- Não reside em Florianópolis/SC;
- Em 04/01/2026, estava com sua família em município a cerca de 480 km de Florianópolis/SC;
- Não possui parentesco e não conhece as pessoas investigadas;
- A exposição vem causando abalo psicológico e risco à segurança.
Medidas cíveis e criminais já estão sendo adotadas, com preservação de provas e responsabilização de quem divulga e replica conteúdos que incentivem linchamento virtual.