Reforma Tributária exige preparação das empresas para mudanças que começam em 2027
As mudanças previstas pela Reforma Tributária já exigem atenção de empresas e profissionais de Concórdia e região. O tema foi discutido nesta quarta-feira (26), durante o Microfone Aberto da Massa FM, com a participação do contador Marcos Adão Krahl e do advogado Rodrigo Faggion Basso, sócios-proprietários da Secea Contabilidade.
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Segundo os especialistas, 2026 deve ser encarado como um período de preparação, já que a implantação do novo sistema começa em 2027 e ocorrerá de forma gradual até 2033. A orientação é que as empresas não esperem por eventuais adiamentos e iniciem desde já estudos sobre os impactos da mudança em cada atividade.
Marcos Krahl destacou que a reforma não representa apenas a substituição de tributos. Segundo ele, as novas regras podem interferir diretamente na formação dos preços, nas margens de lucro, nos custos e no fluxo de caixa das empresas. Por isso, será necessário avaliar fornecedores, estrutura de custos e até mesmo a necessidade de buscar novos modelos de negócio.
Rodrigo Basso explicou que o novo sistema também muda a forma de apuração e recolhimento dos tributos. Entre os pontos que precisam ser analisados estão o perfil dos fornecedores, o tipo de operação realizada e o público para o qual cada empresa vende.
Setor de serviços entre os mais impactados
Um dos principais alertas apresentados durante a entrevista envolve as empresas do setor de serviços. Conforme Marcos, esse segmento poderá sofrer impactos significativos porque possui menor possibilidade de geração de créditos tributários, já que grande parte dos custos está relacionada à mão de obra.
Os especialistas também ressaltaram que grandes empresas já estão se preparando para a transição, enquanto pequenas e médias empresas ainda avançam mais lentamente nesse processo.
Outro ponto abordado foi a situação dos profissionais autônomos. Durante a entrevista, os especialistas reforçaram a necessidade de atenção às novas exigências relacionadas à emissão de documentos fiscais e aos sistemas utilizados pelo governo.
Os especialistas também destacaram que o novo modelo poderá gerar discussões judiciais sobre diferentes aspectos da legislação. Por isso, a preparação antecipada é considerada fundamental para reduzir riscos e permitir que as empresas façam os ajustes necessários antes da entrada efetiva das novas regras.