
Jurados decidem pela condenação de Claudia Tavares Hoeckler após dois dias de julgamento

Após dois dias de intensos debates entre acusação e defesa, terminou na noite desta sexta-feira (29) o júri popular de Claudia Tavares Hoeckler, em Capinzal. Ela foi condenada pelos jurados a 20 anos e 24 dias por matar e ocultar o corpo do marido marido, Valdemir Hoeckler, crime ocorrido em 2022 e marcado pela ocultação do corpo em um freezer.
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Ela vai cumprir a pena em regime inicial fechado, conforme a decisão proferida pela juíza. O Tribunal do Júri reconheceu a prática de homicídio qualificado por meio de asfixia, além dos crimes de ocultação de cadáver e falsidade ideológica.
O julgamento começou na manhã de quinta-feira (28) e se estendeu até esta sexta, com oitivas de testemunhas, apresentação de provas e manifestações das partes. Na sequência, os jurados se reuniram em sala secreta e, por maioria, decidiram pela condenação.
No primeiro dia, o julgamento foi marcado pelo depoimento das testemunhas. Das doze arroladas, dez compareceram ao júri e responderam às perguntas da defesa e acusação. Depois, teve início o depoimento da ré, mas ela passou mal e a sessão foi suspensa.
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Nesta sexta-feira, o júri retomou pouco antes das 09 horas. Até o início da tarde, o julgamento foi marcado pela continuidade do depoimento da ré. À tarde, até o início da noite, ocorreram as manifestações da defesa e acusação, com réplica e tréplica.
No julgamento, a acusação foi conduzida pelos promotores de Justiça Rafael Baltazar Gomes dos Santos e Diego Bertoldi, com o apoio do advogado Álvaro Alexandre Xavier como assistente, defendendo a tese de homicídio duplamente qualificado, praticado com crueldade e de forma a impedir a reação da vítima.
A defesa foi composta pelos advogados Matheus Molin, Jader Marques, Gabriela Bemfica, Casseano Barbosa, Tiago de Azevedo Lima, Eduardo Rebonatto e Guilherme Pittaluga Hoffmeister e sustentou que Claudia viveu duas décadas em situação de violência doméstica e que o crime teria ocorrido dentro desse contexto.
Relembre o caso
- Novembro de 2022 – Valdemir Hoeckler, de 52 anos, desaparece em Lacerdópolis. A esposa, Claudia Tavares Hoeckler, registra boletim de ocorrência relatando o sumiço.
- Dias depois – A Polícia encontra o corpo da vítima dentro de um freezer na residência do casal.
- Investigações – O Ministério Público aponta que Claudia teria dopado Valdemir, amarrado mãos e pés, asfixiado com uma sacola plástica e, em seguida, ocultado o corpo.
- Acusações formais – A ré foi pronunciada por homicídio duplamente qualificado (asfixia e recurso que impossibilitou defesa da vítima), ocultação de cadáver e falsidade ideológica.
- Impacto – O caso ganhou grande repercussão regional, pela forma como o corpo foi ocultado e pela gravidade das acusações.


