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Mãe de adolescente baleado por amigo em SC acredita que tiro na cabeça foi acidental

Data 13/10/2026 às 15:10
Mulher de Chapecó afirma que os dois adolescentes eram muito próximos.
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Foto: Polícia Civil/Divulgação
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Marisa Menezes de Oliveira, mãe do adolescente de 14 anos baleado pelo amigo de 13, afirmou acreditar que o disparo que atingiu o filho ocorreu de forma acidental. A pistola que disparou o tiro era do pai do garoto, que é colecionador, atirador desportivo e caçador (CAC), e estava ao alcance do adolescente, segundo a investigação. O homem foi autuado por omissão de cautela.

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O caso ocorreu no sábado (10) em Chapecó (SC), quando um grupo de amigos estava reunido na residência. De acordo com a Polícia Civil, o autor do disparo irritou-se com a bagunça no local, pegou a arma e acertou um dos colegas. O pai do adolescente de 13 anos não estava em casa na hora do disparo.

Ao g1, Marisa contou no final da tarde de segunda-feira (12) que a saúde do filho havia melhorado.

"Está abrindo os olhos e movimentando as mãos. Muito bom mesmo. Ele já me conheceu também. Estamos bem. Só aguardando o milagre de Deus me mandar para casa com meu filho". Ela disse também que não teve contato com a família do adolescente que deu o tiro.

"Eles eram muito amigos. Jogavam basquete juntos. O adolescente frequentava minha casa diariamente. Sempre foi querido, tranquilo e educado".

Marisa declarou que o que aconteceu foi um acidente. "Menino foi fazer brincadeira com os amigos. Tinham mais três amigos que confirmaram isso. Levaram um susto. Podia ter sido qualquer um, mas no momento o meu estava perto da janela. Foi acertado".

Por fim, disse que perdoou o que aconteceu. "Quero ajudar o menino. Fiquei muito triste que ele foi recolhido. Dói muito isso. Tenho certeza de que foi um acidente".

Polícia trata caso como ato infracional análogo à tentativa de homicídio

A polícia aguarda atualizações médicas para entender se o projétil atingiu diretamente o jovem ou se ricocheteou em direção à vítima. O garoto que teria disparado o tiro foi internado provisoriamente. Ele é investigado por ato infracional análogo à tentativa de homicídio.

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) fixa que todas as pessoas menores de 18 anos de idade são penalmente inimputáveis. A legislação estabelece uma responsabilização para casos envolvendo crianças e adolescentes: o ato infracional.

O pai do garoto é Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC). Proprietário da pistola usada pelo adolescente, ele não estava na residência no momento da ocorrência, mas teria deixado a arma em um local de fácil acesso aos meninos.

O homem foi autuado por omissão de cautela. Durante a investigação in loco, a polícia apreendeu uma pistola, uma carabina, carregadores e centenas de balas.

Em nota, a defesa da família do garoto que deu o tiro informou que ele e a vítima eram melhores amigos e que o disparo foi acidental. Disse ainda que o "fato trágico aconteceu em um momento de brincadeira".

O menino baleado foi socorrido pelo Serviço Aeropolicial (Saer), da Polícia Civil, e levado ao Hospital Regional do Oeste, onde passou por cirurgia.

Na segunda, a Secretaria de Estado da Saúde informou que ele passou por procedimento neurocirúrgico e permanecia internado em estado grave, porém estável.


Fonte: G1 SC


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