Mãe de adolescente baleado por amigo em SC acredita que tiro na cabeça foi acidental
Marisa Menezes de Oliveira, mãe do adolescente de 14 anos baleado pelo amigo de 13, afirmou acreditar que o disparo que atingiu o filho ocorreu de forma acidental. A pistola que disparou o tiro era do pai do garoto, que é colecionador, atirador desportivo e caçador (CAC), e estava ao alcance do adolescente, segundo a investigação. O homem foi autuado por omissão de cautela.
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O caso ocorreu no sábado (10) em Chapecó (SC), quando um grupo de amigos estava reunido na residência. De acordo com a Polícia Civil, o autor do disparo irritou-se com a bagunça no local, pegou a arma e acertou um dos colegas. O pai do adolescente de 13 anos não estava em casa na hora do disparo.
Ao g1, Marisa contou no final da tarde de segunda-feira (12) que a saúde do filho havia melhorado.
"Está abrindo os olhos e movimentando as mãos. Muito bom mesmo. Ele já me conheceu também. Estamos bem. Só aguardando o milagre de Deus me mandar para casa com meu filho". Ela disse também que não teve contato com a família do adolescente que deu o tiro.
"Eles eram muito amigos. Jogavam basquete juntos. O adolescente frequentava minha casa diariamente. Sempre foi querido, tranquilo e educado".
Marisa declarou que o que aconteceu foi um acidente. "Menino foi fazer brincadeira com os amigos. Tinham mais três amigos que confirmaram isso. Levaram um susto. Podia ter sido qualquer um, mas no momento o meu estava perto da janela. Foi acertado".
Por fim, disse que perdoou o que aconteceu. "Quero ajudar o menino. Fiquei muito triste que ele foi recolhido. Dói muito isso. Tenho certeza de que foi um acidente".
Polícia trata caso como ato infracional análogo à tentativa de homicídio
A polícia aguarda atualizações médicas para entender se o projétil atingiu diretamente o jovem ou se ricocheteou em direção à vítima. O garoto que teria disparado o tiro foi internado provisoriamente. Ele é investigado por ato infracional análogo à tentativa de homicídio.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) fixa que todas as pessoas menores de 18 anos de idade são penalmente inimputáveis. A legislação estabelece uma responsabilização para casos envolvendo crianças e adolescentes: o ato infracional.
O pai do garoto é Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC). Proprietário da pistola usada pelo adolescente, ele não estava na residência no momento da ocorrência, mas teria deixado a arma em um local de fácil acesso aos meninos.
O homem foi autuado por omissão de cautela. Durante a investigação in loco, a polícia apreendeu uma pistola, uma carabina, carregadores e centenas de balas.
Em nota, a defesa da família do garoto que deu o tiro informou que ele e a vítima eram melhores amigos e que o disparo foi acidental. Disse ainda que o "fato trágico aconteceu em um momento de brincadeira".
O menino baleado foi socorrido pelo Serviço Aeropolicial (Saer), da Polícia Civil, e levado ao Hospital Regional do Oeste, onde passou por cirurgia.
Na segunda, a Secretaria de Estado da Saúde informou que ele passou por procedimento neurocirúrgico e permanecia internado em estado grave, porém estável.
Fonte: G1 SC