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Saúde

Anticoncepcional masculino promete efeito reversível por até 2 anos

Data 18/04/2026 às 08:14
Injeção sem hormônios bloqueia espermatozoides e pode chegar ao mercado até 2028
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Ilustrativa
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Um novo método contraceptivo masculino está em desenvolvimento e pode ampliar significativamente as opções de planejamento familiar. O ADAM™, criado pela empresa americana Contraline, é um anticoncepcional injetável de longa duração que não utiliza hormônios. A tecnologia consiste na aplicação de um hidrogel diretamente nos canais deferentes, formando uma barreira física que impede a passagem dos espermatozoides sem interferir na ejaculação ou no desejo sexual.

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O procedimento é simples e realizado em consultório, com anestesia local, levando entre 10 e 30 minutos. Após a aplicação, o hidrogel bloqueia mecanicamente os gametas, que são posteriormente absorvidos pelo organismo. A proposta é oferecer uma alternativa semelhante a uma vasectomia reversível, já que, ao contrário da cirurgia tradicional, o material se degrada naturalmente ao longo do tempo, sem necessidade de remoção.

Resultados iniciais de ensaios clínicos indicam eficácia promissora. Participantes do estudo apresentaram azoospermia, que é a ausência de espermatozoides no sêmen, por até 24 meses. Após esse período, o hidrogel perde sua estrutura, permitindo a retomada do fluxo normal e, consequentemente, da fertilidade. A empresa estima que o produto possa chegar ao mercado até o final de 2028, dependendo do avanço das próximas fases de testes e aprovações regulatórias.

Paralelamente, outras abordagens não hormonais também avançam. A pílula experimental YCT-529 atua bloqueando um metabólito da vitamina A essencial para a produção de espermatozoides, interrompendo temporariamente a espermatogênese. Estudos iniciais em humanos indicam que o composto é seguro, e novas fases clínicas devem avaliar sua eficácia contraceptiva.

Na pesquisa acadêmica, cientistas da Michigan State University investigam mecanismos celulares que podem abrir caminho para novos métodos. Um estudo recente identificou um mecanismo molecular responsável por aumentar rapidamente a energia dos espermatozoides no momento da fertilização, processo essencial para que alcancem o óvulo. A descoberta pode orientar o desenvolvimento de contraceptivos que atuem diretamente nesse processo sem afetar outros sistemas do organismo.

Com esses avanços, especialistas apontam que o cenário da contracepção masculina pode mudar nos próximos anos, oferecendo alternativas eficazes, reversíveis e mais equilibradas na divisão de responsabilidades reprodutivas.

Fonte: Conselho Federal de Farmácia



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