Primeiro caso de hantavírus neste ano em SC é confirmado em Seara
Santa Catarina confirmou o primeiro caso de hantavírus deste ano. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (8) pela Secretaria de Estado da Saúde (SES). O paciente é do município de Seara, no Oeste catarinense. As informações são do NSC Total.
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De acordo com a SES, o caso identificado no Estado não possui relação com a linhagem do vírus investigada em um cruzeiro internacional que saiu da Argentina em direção a Cabo Verde, onde três mortes suspeitas foram registradas recentemente.
As autoridades de saúde explicaram que o vírus detectado em Santa Catarina é transmitido principalmente pelo contato com secreções e excretas de roedores contaminados. Já o surto investigado no navio envolve uma variante considerada rara, com possibilidade de transmissão entre pessoas.
Os números da doença em Santa Catarina variaram nos últimos anos. Segundo dados da SES, em 2023 foram registrados 26 casos e oito mortes. Em 2024, ocorreram 11 confirmações e quatro óbitos. Já em 2025, o Estado teve 15 casos e seis mortes relacionadas ao hantavírus.
Primeira morte
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) confirmou, neste domingo (10/5), uma morte por hantavírus no estado. É o único óbito pela doença registrado no Brasil em 2026, segundo a SES.
De acordo com a pasta, a vítima trata-se de um paciente, um homem de 46 anos, residente do município de Carmo do Paranaíba, no Alto Paranaíba. Ele tinha histórico de contato com roedores silvestres em área de lavoura.
Os primeiros sintomas começaram em 2 de fevereiro. No dia 8 do mesmo mês, o quadro evoluiu para óbito. A infecção foi confirmada pela Fundação Ezequiel Dias (Funed).
As infecções por hantavírus ocorrem principalmente em áreas rurais, geralmente associadas a atividades ocupacionais ligadas à agricultura e ao contato com ambientes infestados por roedores silvestres.
De acordo com a secretaria, a hantavirose é uma doença viral aguda que, no Brasil, se manifesta principalmente na forma da Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus. A transmissão para humanos ocorre, na maioria das vezes, pela inalação de partículas presentes na urina, fezes e saliva de roedores infectados.
Quais são os sintomas?
Os sintomas iniciais incluem febre, dores no corpo, dor de cabeça, dor lombar e dor abdominal. Nos casos mais graves, a doença pode evoluir para dificuldade respiratória, tosse seca, aceleração dos batimentos cardíacos e queda da pressão arterial.
Ainda conforme comunicado pela SES-MG, não existe tratamento específico para a hantavirose. O atendimento é baseado em medidas de suporte clínico, conforme avaliação médica.
Medidas preventivas
• Manter alimentos armazenados em recipientes fechados e protegidos de roedores
• Dar destino adequado ao lixo e entulhos
• Manter terrenos limpos e roçados ao redor das residências
• Não deixar ração animal exposta
• Retirar diariamente restos de alimentos de animais domésticos
• Enterrar o lixo orgânico a pelo menos 30 metros das construções
• Evitar plantações muito próximas das residências, mantendo distância mínima de 40 metros
• Ventilar o ambiente antes de entrar em locais fechados, como paióis, galpões, armazéns e depósitos
• Umedecer o chão com água e sabão antes da limpeza desses ambientes, evitando varrer a seco