Caso Raunan: DIC conclui inquérito e indicia 11 pessoas pela morte do jovem em Concórdia
A Polícia Civil de Santa Catarina, por intermédio da Delegacia de Investigação Criminal (DIC) de Concórdia, finalizou o Inquérito Policial que apurou as circunstâncias do desaparecimento e homicídio de Raunan Almeida, de 18 anos. A investigação, marcada por alta complexidade técnica e cooperação entre forças de segurança, resultou no indiciamento de 11 pessoas.
Das 11 pessoas indiciadas pelos crimes, 10 já se encontram presas temporariamente em decorrência das diligências e operações realizadas pela DIC. A Polícia Civil informa que um dos suspeitos permanece foragido, e as equipes seguem em busca para o cumprimento do mandado de prisão em aberto.
Dinâmica do Crime e Motivação
A vítima desapareceu no início de fevereiro de 2026, quando foi atraído para uma residência em Concórdia, onde foi mantida em cárcere privado e submetida a agressões físicas. A investigação apurou que o crime teria sido motivado por divergências relacionadas ao tráfico de drogas.
Após o período de cativeiro, a vítima foi levada até o município de Marcelino Ramos (RS), onde foi executada em uma área de mata. O corpo foi localizado dias depois com sinais de violência e tentativa de ocultação.
Indiciamentos e Integração Policial
O minucioso trabalho investigativo reuniu provas que levaram ao indiciamento do grupo pelos crimes de homicídio qualificado, tortura, sequestro e cárcere privado, ocultação de cadáver e porte ilegal de arma de fogo.
As diligências contaram com o apoio fundamental de todas as Delegacias de Polícia vinculadas à 14ª Delegacia Regional de Polícia de Concórdia, do 20º Batalhão de Polícia Militar de Fronteira (20º BPM/Fron) de Santa Catarina e da Polícia Militar do Rio Grande do Sul. A integração entre as forças de segurança foi determinante para a elucidação do caso e a localização do paradeiro da vítima.
Fonte: Polícia Civil