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Megaoperação contra crimes violentos é realizada em cidade do Oeste

Data 14/10/2026 às 15:40
Grupo criminoso atuava dentro e fora de presídios e é investigado por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e crimes violentos.
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(Foto: PCPR, Divulgação)
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Uma megaoperação com mandados em Santa Catarina, Paraná e em São Paulo mobiliza mais de 500 policiais na manhã desta quarta-feira (12) contra uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e crimes violentos. Segundo a Polícia Civil do Paraná, que comanda a operação, são cumpridos 95 mandados de prisão e 120 mandados de busca e apreensão.

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Em Santa Catarina, o mandado foi cumprido em Abelardo Luz, no Oeste catarinense. A Polícia Civil não especificou se o mandado na cidade é de prisão ou busca e apreensão. Também participam da ação a Polícia Militar do Paraná, da Polícia Penal do Paraná, da Polícia Civil de Santa Catarina e da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Veja todas as cidades onde foram cumpridos mandados

  • Clevelândia (PR)
  • Pato Branco (PR)
  • Francisco Beltrão (PR)
  • Palmas (PR)
  • Coronel Vivida (PR)
  • Realeza (PR)
  • Santa Izabel do Oeste (PR)
  • Dois Vizinhos (PR)
  • Cascavel (PR)
  • Curitiba (PR)
  • Piraquara (PR)
  • Guarapuava (PR)
  • Laranjeiras do Sul (PR)
  • Capanema (PR)
  • Salto do Lontra (PR)
  • Santo Antônio do Sudoeste (PR)
  • Itaipulândia (PR)
  • Santa Helena (PR)
  • Barracão (PR)
  • Cruzeiro do Oeste (PR)
  • Abelardo Luz (SC)
  • São Carlos (SP)
  • Cotia (SP)

Grupo praticava tortura  

De acordo com a investigação, que iniciou em Clevelândia, no Paraná, o grupo praticava tortura e cárcere privado de vítimas acusadas pela organização criminosa de “traição”. Além disso, também cobrava devedores do tráfico com ameaças e intimidação.

A organização transportava drogas entre cidades, com depósitos para guardar entorpecentes, além do controle de pontos de venda à distância. As lideranças do grupo estavam presas e realizavam a negociação de compra e distribuição de grandes quantidades de cocaína, crack e maconha para que fossem revendidos em outras regiões, já com preços tabelados.

Conforme a delegada Alini Simadon, foram encontrados celulares clandestinos em uma penitenciária no Paraná, o que revelou a organização criminosa.

“Com os dados obtidos foi possível revelar uma organização criminosa estruturada e sem fronteiras, pois o comando partia de dentro do sistema prisional e as ordens chegavam às ruas de dezenas de cidades do Paraná, de Santa Catarina e de São Paulo”, disse.

Nos presídios, cada integrante do grupo tinha cargo e função definida, atuando sob regras da facção, onde um setor próprio julgava presos que realizavam infrações na visão do grupo e aplicava castigos físicos.


Fonte: NSC

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