Megaoperação contra crimes violentos é realizada em cidade do Oeste
Uma megaoperação com mandados em Santa Catarina, Paraná e em São Paulo mobiliza mais de 500 policiais na manhã desta quarta-feira (12) contra uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e crimes violentos. Segundo a Polícia Civil do Paraná, que comanda a operação, são cumpridos 95 mandados de prisão e 120 mandados de busca e apreensão.
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Em Santa Catarina, o mandado foi cumprido em Abelardo Luz, no Oeste catarinense. A Polícia Civil não especificou se o mandado na cidade é de prisão ou busca e apreensão. Também participam da ação a Polícia Militar do Paraná, da Polícia Penal do Paraná, da Polícia Civil de Santa Catarina e da Polícia Militar do Estado de São Paulo.
Veja todas as cidades onde foram cumpridos mandados
- Clevelândia (PR)
- Pato Branco (PR)
- Francisco Beltrão (PR)
- Palmas (PR)
- Coronel Vivida (PR)
- Realeza (PR)
- Santa Izabel do Oeste (PR)
- Dois Vizinhos (PR)
- Cascavel (PR)
- Curitiba (PR)
- Piraquara (PR)
- Guarapuava (PR)
- Laranjeiras do Sul (PR)
- Capanema (PR)
- Salto do Lontra (PR)
- Santo Antônio do Sudoeste (PR)
- Itaipulândia (PR)
- Santa Helena (PR)
- Barracão (PR)
- Cruzeiro do Oeste (PR)
- Abelardo Luz (SC)
- São Carlos (SP)
- Cotia (SP)
Grupo praticava tortura
De acordo com a investigação, que iniciou em Clevelândia, no Paraná, o grupo praticava tortura e cárcere privado de vítimas acusadas pela organização criminosa de “traição”. Além disso, também cobrava devedores do tráfico com ameaças e intimidação.
A organização transportava drogas entre cidades, com depósitos para guardar entorpecentes, além do controle de pontos de venda à distância. As lideranças do grupo estavam presas e realizavam a negociação de compra e distribuição de grandes quantidades de cocaína, crack e maconha para que fossem revendidos em outras regiões, já com preços tabelados.
Conforme a delegada Alini Simadon, foram encontrados celulares clandestinos em uma penitenciária no Paraná, o que revelou a organização criminosa.
“Com os dados obtidos foi possível revelar uma organização criminosa estruturada e sem fronteiras, pois o comando partia de dentro do sistema prisional e as ordens chegavam às ruas de dezenas de cidades do Paraná, de Santa Catarina e de São Paulo”, disse.
Nos presídios, cada integrante do grupo tinha cargo e função definida, atuando sob regras da facção, onde um setor próprio julgava presos que realizavam infrações na visão do grupo e aplicava castigos físicos.
Fonte: NSC