Operação contra suspeita de sonegação fiscal também cumpre mandados em Concórdia
A Operação “Mercado Oculto”, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) na manhã desta quarta-feira (2), também teve como alvo estabelecimentos em Concórdia. A informação foi divulgada pelo Portal A2.
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Segundo o portal, equipes estiveram na Rua Dr. Maruri, na região central de Concórdia, para o cumprimento de mandados. A ação também alcançou outros municípios do Alto Uruguai Catarinense, incluindo Seara, Irani e Ipumirim, além de cidades das regiões de Xanxerê e Chapecó.
Ao todo, foram expedidos 31 mandados de busca e apreensão em Santa Catarina e no Paraná. A investigação, conduzida com apoio da 6ª Promotoria de Justiça da Comarca de Chapecó, apura a possível prática de crimes contra a ordem tributária e lavagem de dinheiro envolvendo uma rede de estabelecimentos comerciais.
Conforme as informações divulgadas pelo GAECO, empresas que oficialmente seriam independentes podem estar ligadas a uma mesma estrutura empresarial e familiar. A suspeita é de que a divisão dos negócios entre diferentes pessoas físicas e jurídicas tenha sido utilizada para ocultar a existência de um grupo econômico, possibilitando a supressão de tributos e eventual lavagem de dinheiro.
Empresários, empresas integrantes da rede e o contador responsável pelo grupo estão entre os alvos da investigação.
Além de Concórdia, os mandados foram cumpridos em diversas cidades catarinenses, entre elas Abelardo Luz, Caçador, Caibi, Campo Erê, Capinzal, Catanduvas, Chapecó, Cunha Porã, Faxinal dos Guedes, Joaçaba, Maravilha, Mondaí, Palmitos, Pinhalzinho, Ponte Serrada, São Carlos, São Domingos, Saudades, Xanxerê e Xaxim. No Paraná, a operação ocorreu em Dois Vizinhos e Palmas.
As equipes buscam documentos, equipamentos eletrônicos e registros contábeis, fiscais e financeiros que possam contribuir para esclarecer o funcionamento do suposto esquema. inda de acordo com o Portal A2, a investigação tem como ponto de centralização Xanxerê, onde a Justiça determinou o sequestro de mais de R$ 8 milhões.